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ACCOM Engenharia
Método

Como trabalhamos

O que determina se uma obra industrial termina no prazo não é a execução, é o que foi decidido antes dela. Escopo mal delimitado, quantitativo estimado, cronograma montado sem o calendário da produção e mobilização improvisada produzem o mesmo resultado: a obra descobre em campo o que deveria ter sido resolvido no papel, e o cliente paga a diferença. O método abaixo existe para deslocar essas decisões para antes da assinatura, onde elas custam pouco.

Processo executivo

Processo executivo

  1. Levantamento em campo

    Visita técnica, medição do existente e leitura de projeto quando ele existe. Planta industrial raramente tem documentação que corresponda ao que está instalado, e é essa diferença que gera aditivo depois. Nesta etapa também fica definido, por escrito, o que está fora do escopo.

  2. Orçamento aberto

    Cada item recebe composição própria, com quantidade, produtividade, material e mão de obra discriminados. A abertura permite discutir uma linha específica em vez de renegociar um total fechado que ninguém consegue defender nem contestar.

  3. Cronograma sobre o seu calendário

    O sequenciamento das frentes é montado a partir do mesmo levantamento do orçamento, e ajustado ao ciclo produtivo do cliente: turno, parada programada, janela de higienização, safra. Cronograma que ignora o calendário da produção não é cumprido, e prazo não cumprido não é prazo.

  4. Premissas registradas

    O pacote entregue declara qual condição foi assumida em cada item, especialmente onde não houve acesso para verificar. É esse documento que torna verificável, depois, o que é escopo novo e o que já estava contratado.

  5. Reunião de partida

    Antes da mobilização, reunião com a equipe do cliente para alinhar sequência, janela de acesso, restrições da área, interlocutores e canal de comunicação. É onde aparecem as restrições que ninguém mencionou durante o orçamento porque pareciam óbvias para quem convive com a planta.

  6. Mobilização documentada

    Checklist de mobilização, documentação de segurança entregue ao cliente, integração da equipe e liberação de acesso concluídos antes da primeira atividade. Equipe que entra na planta sem integração e sem liberação formal é passivo do cliente, não do fornecedor.

  7. Execução com a planta operando

    Frentes isoladas por área, contenção montada antes do início, rota de circulação definida e liberação por etapa condicionada a ensaio, não a calendário. A produção continua, e a interferência é planejada em vez de negociada durante o serviço.

  8. Medição e mudança de escopo

    O que foi executado é medido, e o desembolso acompanha a medição. Mudança de escopo é levantada, orçada e aprovada antes de ser executada, comparada às premissas registradas na etapa 04. Nada é executado por conta própria e apresentado depois.

  9. Entrega documentada

    As built das disciplinas alteradas, relatório de ensaio, registro de material aplicado, ART e termo de recebimento. A planta fica com a informação de que a manutenção vai precisar daqui a cinco anos, que é justamente o que costuma faltar em obra executada sem esse compromisso.

  10. Cultura

    Nenhuma dessas etapas é opcional em função do tamanho da obra. O que muda é a profundidade de cada uma, não a existência delas. Obra pequena executada sem levantamento e sem premissa registrada gera a mesma discussão que obra grande, com a diferença de que ninguém previu tempo para resolvê-la.

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