Tratamento acústico de sala de sopradores em indústria de alimentos
Tratamento acústico de 100 m² com a sala em operação
- Segmento
- Alimentos e Bebidas
- Local
- Rolândia/PR
- Ano
- 2026
- Área
- 100 m²
- Prazo
- 10 dias
- Execução
- Com a planta em operação
Desafio
A sala concentra mais de 20 equipamentos entre sopradores e geradores, e não podia ser desligada durante a execução. O levantamento inicial mediu níveis entre 98,2 e 101,0 dB(A) em treze pontos, com pico de 102,1 dB(A), e a variação pequena entre eles indicava ruído distribuído por reflexão nas paredes, piso e cobertura metálica, e não concentrado junto aos equipamentos.
Isso colocou a exposição da equipe como restrição principal do trabalho, acima de qualquer questão construtiva. A área vizinha também era afetada, o que limitava seu uso. Executar com a sala parada não era alternativa, então toda a montagem precisou acontecer com a fonte de ruído ativa, a poucos metros de quem estava aplicando o material, durante os dez dias de obra.
Solução
O tratamento foi aplicado nas paredes da sala, em sistema de camadas. A montagem começou pela instalação dos perfis de alumínio, que definem o alinhamento e recebem o conjunto. Sobre eles foi instalada a lã de rocha, seguida da lã de PET, formando o sanduíche de absorção com câmara de ar. O travamento final foi feito com fitas de aço galvanizado, que fixam o conjunto e mantêm as camadas comprimidas na posição, sem folga entre painéis.
O sistema foi escolhido a partir do diagnóstico: como o ruído era dominado por reverberação, e não por proximidade da fonte, a resposta adequada era atuar sobre a absorção das superfícies do ambiente.
A restrição de exposição foi tratada como item de planejamento, e não como consequência a suportar. A equipe foi dividida em duas frentes, uma dentro e outra fora da sala, com rodízio a cada hora. Enquanto uma parte executava a montagem no ambiente com os equipamentos em regime, a outra preparava material, cortava e organizava o abastecimento do lado de fora. A cada troca, a frente exposta saía e a que estava fora entrava, o que manteve a produtividade constante ao longo do dia sem concentrar a exposição em ninguém.
Resultado
Todas as medições foram repetidas nos mesmos treze pontos, sob as mesmas condições operacionais e com a mesma metodologia do levantamento inicial. A redução ficou entre 9,0 e 12,0 dB(A), presente em todos os pontos sem exceção.
No interior da sala, o centro caiu de 99,6 para 90,6 dB(A) e a parede direita a 5 m, ponto de maior nível no levantamento inicial, caiu de 101,0 para 91,9 dB(A). A uniformidade da queda confirmou o diagnóstico da linha de base.
No ambiente externo a redução acompanhou. Em frente à porta fechada, o nível passou de 73,7 para 64,1 dB(A), e a dez metros da porta, de 67,7 para 58,2 dB(A). As duas saídas de exaustor caíram cerca de 9 dB(A) cada. A área vizinha foi liberada para uso, que era o objetivo do cliente ao contratar o serviço.
A obra foi concluída em dez dias, com a sala em operação durante todo o período e sem parada de nenhum equipamento.
Galeria da obra
Durante a execução

Início da instalação da estrutura 
Fixação de perfis de alumínio em parede pré-moldada Instalação dos painéis de lã de rocha 
Medição de nível de pressão sonora com ponderação A (dB(A))
Entregue

Finalização com painel de fibra de poliéster (PET) 
Detalhe do sistema de fixação dos painéis acústicos com cintas metálicas 
Conclusão da instalação do sistema de tratamento acústico na casa de máquinas 
Resultados das medições de ruído (dB(A)) antes e após a intervenção
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